Análise do conceito de “jeitinho brasileiro” como mecanismo de proveito e suas desvantagens sociais

Melissa Cristina Forato Souza, Gisele Nepomuceno Ferreira

Resumo


Este artigo trata de um traço cultural brasileiro conhecido como “jeitinho brasileiro” ou simplesmente “jeitinho” e de sua interface com a Administração Pública. O objetivo foi o de confrontar as visões de diferentes autores que já trataram do assunto e procurar entender se o jeitinho poderia ser considerado uma saída válida e aceitável para resolução de problemas dentro da Gestão Pública ou se, pelo contrário, poderia configurar-se como uma violação de um dos princípios da Administração Pública, o da impessoalidade. Foi realizado levantamento da literatura existente nas bases de dados do Portal Periódicos Capes, SciELO, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), tendo sido aplicados os seguintes descritores: “jeitinho brasileiro”, “traços culturais”, “formalismo”. Alguns pontos positivos foram apontados pelos autores como relacionados à prática do jeitinho, tais como flexibilidade, criatividade, entre outros. Também alguns fatores negativos foram levantados, como a falta de objetividade e o caráter individualista do jeitinho. De uma forma geral, entendeu-se que o jeitinho pode ser considerado um produto do formalismo e, quando aplicado como mecanismo de resolução de problemas, pode caracterizar violação do princípio da impessoalidade, bem como pode encobrir a raiz dos problemas, uma vez que se ocupa de resolver situações pontuais.


Palavras-chave


Jeitinho brasileiro. Traços culturais. Cultura organizacional

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