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Qualis – CAPES

CAPES

A CAPES – Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior, órgão vinculado ao Ministério da Educação, desempenha papel fundamental na expansão e consolidação da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) em todos os estados da Federação. É notório que os resultados da avaliação dos programas de pós-graduação servem de base para a formulação de políticas para a área de pós-graduação, bem como para o dimensionamento das ações de fomento (bolsas de estudo, auxílios, apoios).

O sistema de avaliação da CAPES é continuamente aperfeiçoado e serve de instrumento para a comunidade universitária na busca de um padrão de excelência acadêmica para os mestrados e doutorados nacionais. A CAPES tem sido decisiva para os êxitos alcançados pelo sistema nacional de pós-graduação, tanto no que diz respeito à consolidação do quadro atual, como na construção das mudanças que o avanço do conhecimento e as demandas da sociedade exigem.

QUALIS

QUALIS é o conjunto de procedimentos utilizados pela CAPES para estratificação da qualidade da produção intelectual dos programas de pós-graduação. Foi concebido para atender as necessidades específicas do sistema de avaliação e é baseado nas informações fornecidas por meio do aplicativo Coleta de Dados. Como resultado, disponibiliza uma lista com a classificação dos periódicos utilizados pelos programas de pós-graduação para a divulgação da sua produção.

A função do QUALIS é exclusivamente para avaliar a produção científica dos programas de pós-graduação. Qualquer outro uso fora do âmbito da avaliação dos programas de pós-graduação não é de responsabilidade da CAPES. A estratificação da qualidade dessa produção é realizada de forma indireta. Dessa forma, o QUALIS afere a qualidade dos artigos e de outros tipos de produção, a partir da análise da qualidade dos veículos de divulgação, ou seja, periódicos científicos.

QUALIS-PERIÓDICOS

O QUALIS Periódicos está dividido em oito estratos, em ordem decrescente de valor: A1, A2, B1, B2, B3, B4, B5 e C. Os quatro primeiros estratos ficaram assim classificados:

A1- Fator de Impacto igual ou superior a 3,800;

A2- Fator de Impacto entre 3,799 e 2,500;

B1- Fator de Impacto entre 2,499 e 1,300;

B2- Fator de Impacto entre 1,299 e 0,001.

Para ser incluído nos quatro estratos superiores, o periódico deve ter fator de impacto medido pelo INSTITUTE FOR SCIENTIFIC INFORMATION (ISI).

A classificação de um periódico em cada um desses estratos baseia-se em alguns princípios:

  • a posição do periódico na escala depende do seu fator de impacto;
  • o número de periódicos A1, que é o estrato superior da escala, deve ser inferior ao de A2;
  • a soma de A1 + A2 deve corresponder a, no máximo, 26% dos periódicos em que a área publicou artigos no triênio anterior;
  • A1 + A2 + B1 não pode ultrapassar 50% de todos os periódicos do triênio anterior.

O indicador para classificar os periódicos B3, B4 e B5 (que não possuem fator de impacto) é a base de dados em que os mesmos estão indexados. Conforme abaixo:

  • Indexação de periódicos em bases internacionais, de amplo acesso e veiculação, confere classificação mais elevada. Exemplo: os periódicos indexados no Medline/PubMed são classificados como B3;
  • Versões eletrônicas de periódicos indexados no ISI, mas que ainda não possuam sua própria indexação, são classificados como B3;
  • Periódicos indexados no SciElo são classificados como B4;
  • Periódicos indexados no LILACS, LATINDEX ou semelhantes são classificados como B5.

Ressaltamos que os periódicos que fogem dos padrões citados acima acima para a área são classificados no estrato C e não recebem pontuação. Em resumo, os periódicos pela classificação QUALIS estão distribuídos em oito estratos, a saber:
A1 – o mais elevado com Fator de Impacto igual ou superior a 3,800;

A2 – Fator de Impacto entre 3,799 e 2,500;

B1 – Fator de Impacto entre 2,499 e 1,300;

B2 – Fator de Impacto entre 1,299 e 0,001;

B3 / B4 / B5 – São indexados em bases MEDLINE, SCIELO, LILACS etc, mas sem Fator de Impacto;

C – Relevante, porém com peso zero. Tal classificação foi criada para que seja possível a inclusão de produções intelectuais que não enquadrem nos padrões de classificação e estratificação dos periódicos entre A1 – B5.

A Classificação de periódicos passa por processo anual de atualização. É realizada pelas áreas de avaliação que enquadram esses periódicos em estratos indicativos da qualidade. Importante atentar-se que o mesmo periódico, ao ser classificado em duas ou mais áreas distintas, pode receber diferentes avaliações. Isto não constitui inconsistência, mas expressa o valor atribuído, em cada área, e a pertinência do conteúdo veiculado. A ferramenta  que permite a classificação e consulta ao QUALIS das áreas, bem como a divulgação dos critérios utilizados para a classificação de periódicos é o WEBQUALIS.

Referências

BARATA, R. B. A ABRASCO e a pós-graduação stricto sensu em Saúde Coletiva. In: LIMA, N. T.; SANTANA, J. P.; PAIVA, C. H. A. (Eds.) Saúde Coletiva: a ABRASCO em 35 anos de história. Rio de Janeiro: Fiocruz/ Abrasco, 2015.

Classificação da Produção Intelectual. Fundação CAPES. Ministério da Educação. Disponível em: <http://www.capes.gov.br/avaliacao/instrumentos-de-apoio/classificacao-da-producao-intelectual>. Acesso em: 24 jul. 2017.

COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR – CAPES. WEBQUALIS CAPES.  Disponível em: <https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/> . Acesso em:  26 jul. 2017.

Indicadores – Termos Técnicos

Nós, do SBU, sintetizamos os conceitos importantes [glossário de indicadores] extraídos de diversas fontes de informação: artigos, manuais, livros, websites etc. Frisamos que a tradução foi realizada pelos profissionais do SBU. É permitida a reprodução desde que citada a fonte: SBU – Sistema de Bibliotecas da Unicamp.

Autocitação em periódicos (journal “self citations“): uma auto-citação é uma referência a um artigo do mesmo periódico. As auto-citações podem constituir uma parte significativa das citações que um periódico faz e recebe a cada ano.

Bibliometria é o estudo dos aspectos quantitativos da produção, disseminação e uso da informação registrada. Usada pela primeira vez em 1969, a bibliometria desenvolve padrões e modelos matemáticos para medir esses processos, usando seus resultados para elaborar previsões e apoiar tomadas de decisão.

Cienciometria é o estudo dos aspectos quantitativos da ciência enquanto uma disciplina ou atividade econômica. A cienciometria é um segmento da sociologia da ciência, sendo aplicada no desenvolvimento de políticas científicas. Envolve estudos quantitativos das atividades científicas, incluindo a publicação e, portanto, sobrepondo-se à bibliometria.

Citações esperadas por categoria (category expected citations): número médio de citações recebidas por artigos de um mesmo tipo publicados em revistas de mesma categoria (área de conhecimento) e data. Se um periódico é atribuído a mais de uma categoria, utiliza-se a média das categorias.

Citações por publicação (citation per publication): indica o número de citações recebidas por artigo/trabalho publicado. Indica o impacto médio de citação de cada uma das publicações de uma instituição ou autor: quantas citações as publicações de uma instituição ou autor receberam em média.

Contagem de citações (citation count): indica o total de citações que as publicações de um autor, instituição ou país acumularam ao longo de um determinado período. As diferenças na contagem de citações entre fontes de dados são devidas a diferentes coberturas (título e datas) do banco de dados (Scopus ou Web of Science). O número de citações recebidas não se refere ao ano em que a citação foi recebida e sim ao ano em que o resultado foi publicado. As métricas de contagem de citações são úteis para comparar a visibilidade onde os pesquisadores são de campos ou disciplinas similares e com duração similar de carreira.

CiteScore: mensura o impacto da citação de títulos em série, como periódicos. Os títulos de série são definidos como títulos que publicam regularmente (ou seja, um ou mais volumes por ano). O CiteScore calcula o número médio de citações recebidas em um ano por todos os itens publicados neste periódico nos três anos anteriores. O ano atribuído é determinado pelas datas de cobertura, e não as datas em que os fascículos foram disponibilizadas online – desde 2011.

Colaboração (collaboration): indica o número de publicações de uma instituição, grupo ou pesquisador produzidas em coautoria internacional, nacional ou institucional, e autoria única. Neste ínterim inclui ainda: colaboração acadêmico-acadêmica, acadêmico-corporativa, acadêmico-governamental e acadêmico-médico.

Contagem de periódicos (journal count): indica a diversidade do portfólio de publicações de uma instituição: em quantos periódicos distintos indexados na Base de Dados Scopus ou Web of Science as publicações de uma instituição apareceram.

Contagem de periódicos por categoria (journal count by category): indica a diversidade disciplinar do portfólio de uma instituição, ou seja, em quantas categorias distintas de periódicos as publicações desta instituição apareceram.

Contagem de visualizações (view count): baseia-se no número de visualizações dos usuários de resumos (abstracts) dos documentos indexados em determinada base de dados (Web of Science ou Scopus).

Fator de impacto do periódico (journal impact factor): mede quantas vezes um artigo foi citado em relação ao total de artigos publicados em um periódico/revista em um período de dois anos, no ano em curso.

Fator de impacto do periódico em 5 anos (5-year journal impact factor): é o número médio de vezes que os artigos de um periódico publicado nos últimos cinco anos citados no ano no Journal Citation Reports (JCR). É calculado dividindo-se o número de citações no ano JCR pelo número total de artigos publicados nos cinco anos anteriores.

Fator de impacto do periódico sem auto-citações (journal impact factor without self cites): é o mesmo que journal impact factor, mas com uma importante exceção: quaisquer citações para uma publicação que provêm da própria publicação. Auto-citações são excluídas do cálculo.

Impacto das citações relativo ao país/território (impact relative to country/territory): impacto em áreas específicas em relação ao impacto para todo o país / território em todas as áreas (um valor superior a 1 indica que o impacto do país / região na área de motivo selecionado é melhor do que o impacto médio do País /território em todas as áreas).

Impacto das colaborações (collaboration impact): indica o impacto de citação de uma instituição a partir das publicações produzidas em colaboração com autores de diferentes origens geográficas: quantas citações de publicações em co-autoria a instituição recebeu em nível internacional, nacional, ou institucionalmente.

Impacto das colaborações acadêmico-corporativas (academic-corporate collaboration impact): indica o impacto de citação de publicações de uma instituição com ou sem colaboração, tanto acadêmica quanto corporativa.

Impacto das visualizações ponderado pelo campo de conhecimento (field weighted views impact): baseia-se na média mundial esperada de visualizações para o campo de conhecimento/assunto, tipo de publicação e ano de publicação.

Impacto de citação ponderado por campo de conhecimento (Field-weighted citation impact): indica de que forma o número de citações recebidas por publicações de uma instituição se compara com o número médio de citações recebidas por todas as outras publicações similares no universo de dados independente da área de conhecimento. Métrica utilizada pelo Scopus. Um impacto de citação ponderada no campo de mais de 1,00 indica que as publicações foram citadas mais do que seria esperado com base na média mundial de publicações semelhantes, por exemplo, uma pontuação de 1,44 significa que as saídas foram citadas 44% mais vezes do que o esperado. Um impacto de citação ponderada no campo (FWCI) de menos de 1,00 indica que as publicações foram citadas menos do que seria esperado com base na média mundial de publicações similares, por exemplo, uma pontuação de 0,85 significa 15% menos citada do que a média mundial.

Nota: A Web of Science refere-se a essa métrica como impacto de citação normalizada (Normalized citation impact).

Impacto econômico (economic impact): indica o número de patentes que citaram publicações de uma instituição, isto é, referências de publicações citadas em patentes dos cinco maiores escritórios de patentes do mundo.

Impacto relativo ao mundo (impact relative to world): A percentagem de documentos que foram citados em relação ao número total de documentos citados no mundo (um valor maior do que 1 indica que o impacto é melhor do que a média para o mundo – baseline).

Indicador de desempenho agregado (aggregate performance indicator): o indicador de desempenho agregado mede o impacto de uma instituição ou do país em relação a uma taxa de citação esperada para a instituição ou país. O indicador é normalizado para as diferenças nas taxas de citação de um determinado campo de conhecimento, bem como diferenças de tamanho entre instituições e períodos de tempo.

Índice de Imediaticidade (imediaticity index): mensura o quão imediatamente um artigo de uma revista é citado logo após ter sido publicado.

Índice H (h-index): demonstra o equilíbrio entre a produtividade científica e o impacto de citação (contagem de citações) de publicações de uma instituição ou pesquisador. Por exemplo, um índice h de 35 indica que, no conjunto de dados pesquisados, 35 artigos foram citados pelo menos 35 vezes cada.

Impacto de citação (citation impact): é calculado dividindo-se o número total de citações recebidas pelo número total de publicações. O impacto da citação mostra o número médio de citações que um documento recebeu em um dado período. O impacto de citação tem sido amplamente utilizado como um indicador bibliométrico na avaliação do desempenho de pesquisa e pode ser aplicado em todos os níveis organizacionais (autor, instituição, país / região, campo de pesquisa ou periódico). No nível do campo de conhecimento, o impacto da citação de certas disciplinas é muitas vezes maior do que em outros campos científicos devido a características próprias de cada área como frequência e volume de publicações e citações. Por esse motivo, é preciso ter cuidado ao utilizar esse indicador.

Informetria é o estudo dos aspectos quantitativos da informação em qualquer formato, e não apenas registros catalográficos ou bibliografias, a qualquer grupo social, e não aos cientistas. A informetria pode incorporar, utilizar e ampliar os muitos estudos de avaliação da informação que estão fora dos limites tanto da bibliometria como da cienciometria.

IPP – Impact per Publication: mede as citações por artigo publicado em uma revista no período de 3 anos.

Meia vida ou vida média (half-life): mede quantos anos depois um artigo publicado em um periódico ainda é citado. Varia de acordo com as características da área de conhecimento, seus padrões de pesquisa e publicação. Geralmente, a meia vida é inversamente proporcional ao fator de impacto.

Número de países citantes (citing countries): Indica a visibilidade geográfica das publicações de uma instituição: por exemplo, a partir de quantos países distintos as publicações de uma instituição receberam citações.

Periódicos de maior impacto em um campo de conhecimento (highest impact journals in a field): refere-se à classificação/ranking de periódicos mais citados em uma dada área de conhecimento ou assunto.

Periódicos mais citados em um campo de conhecimento (most frequently cited journals in a field): refere-se à classificação/ranking de periódicos mais frequentemente citados em uma dada área de conhecimento e/ou assunto.

Pontuação de influência do artigo (article influence score): mede a importância relativa de uma revista a partir do número de artigos citados que aparecem no JCR. Uma pontuação superior a 1,00 indica que cada artigo publicado na revista tem influência acima da média. Uma pontuação inferior a 1,00 indica que cada artigo publicado na revista tem influência abaixo da média.

Pontuação Eigenfactor (Eigenfactor score): baseia-se no número de citações a artigos publicados em revistas nos últimos 5 anos (ano JCR), e considera também a importância do periódico onde a citação foi realizada, de tal modo que revistas mais influentes (mais citadas) têm um maior peso que as revistas menos influentes.

Porcentagem de Internacionalização (% internacionalization): baseia-se na contagem do número de países dos autores e co-autores de itens publicados.

Produção científica (scholarly outputs): número total acumulado de itens publicados em um dado período. Mede o volume, a produtividade: quantas publicações foram produzidas por um autor, grupo de pesquisadores, instituição, país ou conjunto de países em dado período.

Produção nos top percentis (outputs in the top percentiles): Indica o grau em que publicações de uma instituição, grupo ou país estão presentes nos percentis mais citados de um universo de dados: quantas produções estão no topo de 1%, 5%, 10% ou 25% das publicações mais citadas. Observe que o período de tempo não se refere ao ano em que as citações foram recebidas, mas ao ano em que os resultados foram produzidos.

Publicações nos percentis top de periódicos (publications in top journal percentis): indicam até que ponto as publicações estão presentes nos periódicos mais citados na fonte de dados. Isso calcula quantas publicações estão no topo 1%, 5%, 10% ou 25% dos periódicos indexados mais citados. Os periódicos mais citados são definidos pelas métricas relacionadas aos periódicos nas bases de dados (Web of Science, Scopus). Observe que o período de tempo não se refere ao ano em que as citações foram recebidas, mas ao ano em que os resultados foram produzidos.

Produção relativa ao país/território (output relative to country/territory): produção em áreas específicas em relação ao impacto para todo o país / território em todas as áreas

SJR – SCImago Journal Rank: métrica de prestígio baseada na reputação do periódico, o que resulta em maior valor da citação.

SNIP – Source Normalized Impact per Paper: mede o impacto de citações contextualizadas por revistas ponderando citações com base no número total de citações em um campo de assunto.

Visualizações por publicação (views per publication): baseia-se no número de visualizações dos usuários de resumos e/ou abstracts por documento indexado em determinada base de dados (Web of Science ou Scopus).

Referências
DAVYT, A. e VELHO, L.: ‘The evaluation of science and peer review: past and present. What will the future be like?’. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, VII(1), 93-116, Mar.-Jun, 2000.

FROST, C. The use of citations in literary research: preliminary classification of citation functions. Library Quarterly, v. 49, n. 4, p. 399-414, 1979.

Indicators Handbook. Disponível em: <http://ipscience-help.thomsonreuters.com/inCites2Live/indicatorsGroup/aboutHandbook.html>. Acesso em: 26 jul. 2017.

MACIAS-CHAPULA, César. O papel da informetria e da cienciometria e sua perspectiva nacional e internacional. Ciência da Informação, v. 27, n. 2, p. 134-40, 1998.

Scival Metrics Handbook. Disponível em: <https://www.elsevier.com/research-intelligence/resource-library/scival-metrics-guidebook>. Acesso em: 26 jul. 2017.

SciVal Online Manual. Disponível em: <http://www.scival.com/help/index.html>. Acesso em: 26 jul. 2017.

Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo. Disponível em: < http://www.sibi.usp.br/apoio-pesquisador/indicadores-pesquisa/lista-indicadores-bibliometricos/>. Acesso em 10 jun. 2017.

Agências Internacionais

Bancos de Desenvolvimento Internacionais

NIB – Banco Nórdico de Investimentos  (conteúdo do site em inglês). O Banco Nórdico de Investimentos – NIB é uma instituição financeira constituída pela Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia. O Brasil firmou Acordo de Cooperação Financeira com o Banco em 1999, objetivando estabelecer as bases de uma cooperação a longo prazo na utilização dos financiamentos disponibilizados pelo Banco para projetos de interesse do Brasil e dos países nórdicos.

BIRD – Banco Mundial (conteúdo do site em inglês) . A sigla BIRD significa “Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento”, que forma, em conjunto com a Associação Internacional para o Desenvolvimento (AID), o que é tradicionalmente conhecido como “Banco Mundial”. O BIRD é a parte do Banco que faz empréstimos para os países em desenvolvimento com renda per capita média, como o Brasil.  Já a AID, que é menor que o BIRD, faz doações e empréstimos sem juros para os países mais pobres do mundo. O “Grupo Banco Mundial” é formado por BIRD, AID e outras três agências: a Corporação Financeira Internacional – IFC (que trabalha com o setor privado), a Agência Multilateral de Garantia de Investimentos – MIGA (que faz seguros para investimentos nos países em desenvolvimento), e o Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimentos – ICSID (que julga as disputas sobre investimentos). As cinco agências trabalham em conjunto para o objetivo final da redução da pobreza.

BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento (conteúdo do site em inglês) – O Banco Interamericano de Desenvolvimento ou BID é uma organização financeira internacional com sede na cidade de Washington, E.U.A e tem como propósito financiar projetos viáveis de desenvolvimento econômico, social e institucional e promover a integração comercial regional na área da América Latina e Caribe. O BID colabora com os países para combater a pobreza e promover eqüidade social por meio de programas adequados às condições locais. Trabalhando com governos e também com o setor privado, o Banco procura obter crescimento econômico sustentável, aumentar a competitividade, modernizar as instituições públicas e fomentar o livre comércio e a integração regional.

JBIC – Banco de Cooperação Internacional do Japão (conteúdo em inglês e japonês). O JBIC é um organismo constituído de 100% de capital do governo japonês, com orçamentos sujeitos à aprovação do Congresso e atividades operacionais especificadas na “Lei do JBIC”. Seu principal objetivo é o fornecimento de apoio financeiro para o investimento externo e o comércio internacional das empresas japonesas.Diante dos saldos de investimento e empréstimo do JBIC, o Brasil aparece como o maior beneficiário do Banco entre os países da América Latina. O JBIC atua em áreas bastante amplas, no Brasil, que vão desde o apoio às empresas japonesas até a melhoria da infraestrutura para oferecer ao povo brasileiro uma vida mais digna e confortável. Ele se compromete a continuar apoiando o desenvolvimento econômico-social brasileiro.

KFW – Banco Alemão de Desenvolvimento (conteúdo em inglês e alemão). KfW Bankengruppe é um grupo de bancos de desenvolvimento concebido para ajudar os países em desenvolvimento e para a economia alemã. O banco empresta para pequenas e médias empresas (PME) e compra carteiras de empréstimo robustas. KfW Bankenpruppe dá impulso para o desenvolvimento econômico mundial, social e ecológico. No Brasil, o KfW Bankengruppe financia Projetos de Proteção das Florestas Tropicais (Amazônia e Mata Atlântica) e Projetos de Energias Renováveis.

Organismos e Agências Internacionais

AECID – Agência Espanhola para a Cooperação Internacional (conteúdo em espanhol) – A Agência Espanhola para a Cooperação Internaional (AECID) é o órgão executor da política espanhola de cooperação para o desenvolvimento.A Agência compõe a estrutura do Ministério de Assuntos Exteriores e Cooperação. No Brasil, a agência apresenta os seguintes projetos de cooperação: O governo democrático, participação cidadã e desenvolvimento; Cobertura das necessidades sociais; Promoção Comercial do tecido económico; Cultura e Desenvolvimento e Gênero e Desenvolvimento.

CAF – Cooperação Andina de Fomento (conteúdo em espanhol) – A  instituição financeira multilateral denominada Cooperação Andina de Fomento – CAF  foi criada em 1968 para apoiar o desenvolvimento sustentável de seus países acionistas e a integração regional. A CAF é constituída por 16 países da América Latina e Caribe e Atende aos setores públicos e privados.Essa instiuição tem  como principais acionistas os cinco países da Comunidade Andina de Nações; como sócios 11 países, dentre eles o Brasil, e 18 bancos privados da região andina.

DFID – Departamento de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (conteúdo em Inglês). O DFID é o departamento do governo britânico que trabalha em parceria com outros governos e têm como prioridades a promoção do desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza. No Brasil, ele apoia programas de cooperação técnica para promover o desenvolvimento sustentável do meio ambiente natural, principalmente na Amazônia, e Planos de Governo voltados para o fortalecimento dos serviços de saúde.

DGCS – Direção Geral de Cooperação para o Desenvolvimento (conteúdo em italiano). O órgão responsável pela cooperação técnica na Itália é a Direção Geral de cooperação técnica para o desenvolvimento (DGCS). A cooperação internacional desta direção baseia-se nos seguintes objetivos: Luta contra a pobreza e a fome; Educação primária universal; Eliminação das disparidades de gênero; Melhoria da saúde materna; Redução da mortalidade infantil; Luta contra a AIDS e outras doenças infecciosas; Proteção do meio ambiente e Criar uma parceria global para o desenvolvimento.Dentre as áreas temáticas da Itália na ajuda ao desenvolvimento temos as seguintes: água e saneamento, agricultura e pesca, ajuda alimentar, meio ambiente, energia, desenvolvimento sustentável.

FIDA – Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (conteúdo em inglês). O Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura – FIDA faz parte da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e foi criado em 1977 com a finalidade de mobilizar recursos financeiros adicionais para o incremento da produção agrícola dos países em desenvolvimento. O Fundo tem como missão específica combater a fome e a pobreza rural nos países em desenvolvimento, a melhoria das condições de suprimento alimentar e o alívio da pobreza por meio da elaboração de projetos voltados para o aumento da renda dessas populações.

FONPLATA – Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (conteúdo em espanhol). O FONPLATA – Fundo Financeiro para o Desenvolviemento da Bacia do Prata foi criado a partir do Tratado da Bacia do Prata em 1969 entre o Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai. Tem por missão apoiar técnica e financeiramente as iniciativas de desenvolvimento harmônico e de integração dos países membros da Bacia do Prata, que é muito extensa e abrange vários países da América Latina. São as principais funções desse Fundo: conceder empréstimos e outorgar fianças e avais; gerenciar recursos por demanda de seus membros e exercer todas as atividades necessárias para cumprir com seus objetivos fundamentais e apoiar financiamento de estudos de pré – investimento, identificando oportunidades de interesse para a região.

GTS – Agência Alemã de Cooperação Técnica (conteúdo em alemão). A Agência Alemã de Cooperação Técnica (GZT) é o órgão do governo alemão responsável pela cooperação técnica internacional.No Brasil, é vinculada ao Ministério da Cooperação Econômica e Desenvolvimento, o BMZ, além do Ministério Federal Alemão para o Meio ambiente, Conservação da Natureza e Segurança Nuclear (BMU) e, através de acordos de co-financiamento, com os Países Baixos (DGIS) e o Reino Unido (DFID). No Brasil, são as áreas prioritárias de cooperação técnica da GZT: proteção e uso sustentável das florestas tropicais, energias renováveis e eficiência energética e desenvolvimento regional integrado.

JICA – Agência de Cooperação Internacional do Japão (conteúdo disponível em vários idiomas). JICA, a Agência de Cooperação Internacional do Japão, é o órgão do governo japonês responsável pela implementação dos programas e projetos de cooperação técnica com os demais países. Apoia atividades nas seguintes modalidades: treinamento, intercâmbio, doação de equipamentos, cooperações técnicas tipo projeto e pesquisa, mini-projetos e estudos de desenvolvimento. No Brasil, as áreas prioritárias são: agricultura, saúde, indústria, meio ambiente, educação e reformas econômicas.

Ministério das Relações Exteriores Francês (conteúdo em Inglês). A cooperação técnica na França é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores francês e implementada por institutos como o Institut Français de Recherche Scientifique pour le Development en Cooperation (IRD) e o Centre de Coopération Internationale in Recherche Agronomique pour le Development (CIRAD). O IRD Suas pesquisas estão focalizadas nas relações entre o homem e seu meio ambiente e estão distribuídas em seis grandes prioridades: luta contra a pobreza, migrações, doenças emergentes, mudanças climáticas e riscos naturais, acesso à água e ecossistema.No Brasil, o Instituto, implantado há mais de 50 anos, conduz anualmente de 20 a 30 projetos conjuntos sobre os temas: meio ambiente, recursos vivos e sociedades e saúde. O CIRAD tem por missão contribuir com o desenvolvimento sustentável das regiões tropicais e subtropicais por meio de pesquisas, realizações experimentais, ações de formação na França e exterior, informação científica e técnica. No Brasil, existem cinco grandes eixos de parceria: a genômica, a gestão dos recursos genéticos, o melhoramento varietal e a proteção integrada dos cultivos; o desenvolvimento sustentável e a gestão dos recursos naturais, em particular na região amazônica; o apoio à agricultura familiar e ao desenvolvimento territorial; o desenvolvimento de novos sistemas de cultivo para as áreas tropicais úmidas e as transformações agroalimentares e a diferenciação dos produtos.

PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (conteúdo em Inglês). O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, distribui fundos aos países em desenvolvimento, ajudando os países em programas de cooperação mútua. No Brasil, implementa programas no âmbito do Acordo Básico em Assistência Técnica entre o Governo Brasileiro e as Nações Unidas. Apoia projetos nas seguintes áreas: saúde (HIV/AIDS), políticas ambientais, energia, informações e comunicações tecnológicas, políticas de redução de pobreza e gestão democrática.

PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (conteúdo em inglês). O Programa da Nações Unidas para o Meio Ambiente, presta serviços ao meio ambiente, particularmente na difusão das preocupações ambientais dentro da comunidade internacional. Proporciona apoio aos países no desempenho de seus objetivos na área ambiental, colaborando com os governos no desenvolvimento de projetos e atividades. Atua, também, com instituições acadêmicas e ONG’s que possuem reconhecida experiência na área.

UE – União Européia (conteúdo em inglês). A União Européia é o órgão executivo responsável pela execução e gestão de acordos de comércio e de cooperação técnica. No Brasil, apoia projetos de cooperação técnica voltados para o meio ambiente, ciência e tecnologia, administração pública, pequenas e médias empresas e redução do desequilíbrio social. Os Programas-Quadro (Framework Programmes) são o principal instrumento de financiamento utilizado pela União Européia para apoiar atividades de pesquisa e desenvolvimento. É proposto pela Comissão Européia e adotado pelo Conselho e Parlamento Europeu, seguindo um procedimento de co-decisão. O 7º Programa-Quadro (Seventh Framework Programme – FP7) é a versão atual de uma série de Programas-Quadro promovidos pela União Européia desde 1984. Até o momento, os Programas tinham a duração de cinco anos, mas no FP7 a duração aumentou para sete anos, de 2007 a 2013. Além disso, o FP7 passou por alterações significativas, como a simplificação do funcionamento. O FP6, versão anterior do Programa, foi concluído no final de 2006. O programa dispõe de um orçamento total de mais de 50,521 bilhões de Euros, o que representa um aumento substancial em comparação com o FP6 (um aumento de 41% a preços de 2004 e de 63% a preços correntes), o que reflete a alta prioridade dada à investigação na Europa. De fato, o FP7 é uma ferramenta essencial para dar resposta às necessidades de emprego e competitividade na Europa e também manter a liderança em uma economia global do conhecimento. Este dinheiro será investido (quase na totalidade) em subsídios concedidos a investigadores e instituições de investigação por toda a Europa e outros países, para co-financiar os projetos de investigação, desenvolvimento tecnológico e demonstração. Os subsídios ou bolsas apoiam-se nas convocatórias de propostas e em um processo de revisão por pares, havendo forte concorrência.

B.Bice

O Bureau Brasileiro para Ampliação da Cooperação Internacional com a União Européia. Foi criado em 2005 com o objetivo de promover e melhorar a cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT& I) entre o Brasil e os países da União Européia. Com o projeto BB.Bice, espera-se que a cooperação em ciência, tecnologia e inovação entre o Brasil e União Européia tenha uma melhora significativa. O projeto objetiva a ampliação dos serviços de informação oferecidos por sua página web, a implementação de uma base de dados com informações sobre as instituições de pesquisa do Brasil, uma descrição analítica sobre a estrutura científica e tecnológica do Brasil em relação às dez áreas temáticas do FP7 e, também, outros mecanismos com o objetivo principal de reforçar a cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação entre o Brasil e a União Européia. No site do B.Bice poderão ser encontradas informações mais detalhadas sobre 7º Programa-Quadro e seus subprogramas específicos, como participar do FP7, seus editais, detalhes de como apresentar propostas e outras dicas. Há também indicações de como poderão ser estabelecidas parcerias, além de de uma relação de Projetos com a participação brasileira.



USAID – Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (conteúdo em inglês). A Agência norte-americana fornece assistência técnica e financeira nas seguintes áreas: crescimento econômico e desenvolvimento agrícola, meio ambiente, educação e treinamento, assistência humanitária, saúde e nutrição, democracia e governabilidade. No Brasil, apoia ações nas áreas de mudanças climáticas, meio ambiente, uso de energia eficiente e limpa e saúde.

Referência
BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia. Disponível em: <http://www.mcti.gov.br/fontes-de-financiamento>. Acesso em: 22 jul de 2017.

Agências Federais e Estaduais

Federais – que são dependentes do MCTIC – Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, sendo elas:

MCTIC – Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, como órgão da administração direta federal, o MCTIC tem como competências os seguintes assuntos: política nacional de pesquisa científica, tecnológica, inovação e comunicações; Planejamento, coordenação, supervisão e controle das atividades da ciência e tecnologia; Política de desenvolvimento de informática e automação; Política nacional de biossegurança; Política espacial; Política nuclear e controle da exportação de bens e serviços sensíveis.

CPNq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, sediado em Brasília, financia projetos de pesquisa, bolsas e programas de cooperação internacional.

CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, agência de avaliação e financiamento do Ministério da Educação. É responsável pelo financiamento de bolsas e programas de cooperação internacional e trabalha para a expansão e consolidação da pós-graduação (stricto sensu) em todos os estados do país.

FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos, sediada no Rio de Janeiro, direcionada para o financiamento de projetos tecnológicos em parceria com empresas. Possui também filiais no estado de São Paulo e Brasília. Seleciona e apoia projetos de Ciência, Tecnologia e Inovação, apresentados por ICTs nacionais, com recursos originados do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (FUNTTEL), e de convênios de cooperação com Ministérios, Órgãos e Instituições setoriais.

BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, é um dos maiores bancos de desenvolvimento do mundo e, hoje, o principal instrumento do Governo Federal para o financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira.

Estaduais – Presentes em quase todo o território brasileiro (exceto Roraima). As FAPs – Fundações Estaduais de Amparo a Pesquisa são agências estatais que dependem das Secretarias de Ciência e de Tecnologia de cada estado. Estas agências financiam projetos de pesquisas, bolsas e programas de cooperação internacional. 

FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo, localizada em São Paulo, capital, apoia a pesquisa científica e tecnológica por meio de Bolsas e Auxílios a Pesquisa que contemplam todas as áreas do conhecimento: Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Engenharias, Ciências Agrárias, Ciências Sociais Aplicadas, Ciência Humanas, Linguística, Letras e Artes.

CONFAP – Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa – Agrupa as 27 agências estaduais de financiamento à pesquisa (exceto Roraima).

Referência
BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia. Disponível em: <http://www.mcti.gov.br/fontes-de-financiamento>. Acesso em: 22 jul de 2017.

Histórico

A trajetória histórica do Sistema de Bibliotecas da Unicamp tem início apenas alguns meses após a criação da Lei Estadual nº 7.655, de 28 de dezembro de 1962, que dá origem à Universidade de Campinas, assim denominada na época, mais precisamente, em 20 de maio de 1963, quando a Biblioteca da Faculdade de Medicina inicia suas atividades na Maternidade de Campinas, ainda com instalação provisória, recebendo os primeiros pedidos de compra de livros, revistas técnicas e de títulos das áreas básicas do curso de medicina, que começam a chegar no final daquele ano e início de 1964.

Após o lançamento da pedra fundamental do Campus da Cidade Universitária no Distrito de Barão de Geraldo, em 1966, houve um período de criação e construção da maioria das unidades acadêmicas até 1981 e, com elas, dos acervos especializados das Bibliotecas Seccionais, como até então eram denominadas as bibliotecas de unidades de ensino e pesquisa.

Foi a partir de 1982 que novos esforços foram implementados visando à melhoria da infraestrutura das bibliotecas e a consolidação de rotinas para a aquisição de obras e assinatura de periódicos. Nesse sentido, ainda no mesmo ano, a Reitoria criou uma Comissão Central da Biblioteca, constituída por docentes e bibliotecários, através da Portaria GR nº 054/82, com a finalidade de estudar e propor medidas buscando-se o aprimoramento dos serviços das bibliotecas da universidade.

Essa comissão, após um levantamento das condições gerais em que se encontravam as 14 bibliotecas até então existentes naquela época (1 Biblioteca Central e 13 Bibliotecas Setoriais), elaborou um relatório detalhado da situação vigente, que demonstrou a necessidade da adoção de medidas emergenciais para reverter o quadro até então existente. Para tanto, a Reitoria criou um grupo específico de trabalho, a Comissão Executiva do Projeto Biblioteca, através da Portaria GR nº 013/83, composta também por docentes e bibliotecários, com a incumbência de criar um projeto para as bibliotecas da Unicamp.

Partindo de estudos e consultas que contaram com a participação de todos os segmentos da comunidade acadêmica, a Comissão elaborou um projeto que propunha, no seu aspecto macro, a criação do que hoje se constitui o Sistema de Bibliotecas da Unicamp. No estudo apresentado, a Biblioteca Central exerceria a coordenação de uma rede de bibliotecas, propondo também a criação das Comissões de Bibliotecas e de um Órgão Colegiado.

Em 15/12/83, por meio da Portaria GR nº 358/83, foi aprovada a criação do Sistema de Bibliotecas da Unicamp, elaborado pela Comissão Executiva do Projeto Biblioteca. Em 08/08/85 foi oficialmente instalado o Órgão Colegiado do Sistema de Bibliotecas da Unicamp, composto por membros docentes, discentes e bibliotecários. Os membros docentes eram representados pelos Coordenadores das Comissões de Bibliotecas; os membros discentes representavam as áreas de graduação e pós-graduação e os bibliotecários representavam as áreas de exatas, biomédicas, humanidades, tecnológicas e de conhecimentos gerais. A presidência do Órgão Colegiado era exercida pela Diretoria da Biblioteca Central, conforme estabelecia o documento de criação do Sistema de Bibliotecas. Na época, a Biblioteca Central era subordinada ao CIDIC – Centro de Informação e Difusão Cultural, conforme dispunha o Artigo 2º da Portaria GR nº 290/83. Em 11/06/1989, o Conselho Universitário baixou a Deliberação CONSU-A-38/89, que dispunha sobre a criação da Biblioteca Central como órgão complementar da Unicamp, ficando, posteriormente, subordinada à Coordenadoria Geral da Universidade (CGU), de acordo com a Portaria GR 198/98, de 30/07/98, e tendo como uma de suas competências, coordenar o Sistema de Bibliotecas da Unicamp.

Em 05/07/1989 foi inaugurado o atual prédio da Biblioteca Central da Unicamp. A sede anterior da BC situava-se no chamado Barracão, prédio em que funciona, desde 1990, o SIARQ, ao lado do Restaurante Universitário e no entorno do Ciclo Básico da Unicamp.

Entretanto, uma leitura minimamente atenta do documento aponta uma dualidade entre Biblioteca Central e a constituição regimental do Sistema de Bibliotecas da Unicamp e, sobretudo, um potencial conflito de competências, em tese, pelo fato desta Deliberação atribuir à BC a função de coordenar o Sistema como um todo, ao mesmo tempo em que reservava funções deliberativas ao Órgão Colegiado, tratado como parte deste Sistema. Assim, tornou-se imperativa a necessidade de se realizar uma ampla revisão da Deliberação, por uma questão de ordem lógica e regimental, envolvendo o Sistema de Bibliotecas da Unicamp e a Biblioteca Central, onde uma parte constituinte do Sistema (BC) precede o próprio órgão do qual faz parte (SBU). Esta revisão se fez imprescindível para que o novo instrumento pudesse estar compatível à realidade atual do Sistema de Bibliotecas, tanto no aspecto organizacional, como também estrutural, funcional e representativo.

Uma comissão formada por membros do Órgão Colegiado, especialmente constituída para estudar e propor uma nova minuta, apresentou o documento que serviu como base para a Deliberação CONSU-A-30, de 25/11/2003, que “Dispõe sobre a criação do Sistema de Bibliotecas da Unicamp como órgão complementar da Universidade”, diretamente subordinado à Coordenadoria Geral da Unicamp (CGU). Em 01/06/2005, o Conselho Universitário aprovou a primeira Deliberação CONSU-A-4, que “Dispõe sobre o Regimento Interno do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP”.

O SBU atualmente é composto pelo Órgão Colegiado, Coordenadoria e 29 bibliotecas, sendo uma central, uma de área e as demais alocadas nas Unidades de Ensino e Pesquisa, Centros e Núcleos. Seu Regimento Interno está disposto pela Deliberação CONSU A-15, de 06/08/2013.

Missão

Negócio: informação científica, tecnológica, histórica e cultural;

Missão: prover informação, por meio de produtos e serviços de excelência, para as atividades de ensino, pesquisa e extensão, garantindo um ambiente de respeito à diversidade e à socialização;

Valores: excelência, cooperação, acessibilidade, comprometimento, inovação, satisfação do usuário, sustentabilidade, sensibilidade para com o outro e competência em informação;

Princípios: responsabilidade social, integridade, ética, pluralidade, imparcialidade e valorização do ser humano;

Visão: ser um sistema de bibliotecas de referência nacional e internacional, reconhecido pela excelência de seus produtos e serviços.

Ficha Catalográfica

O SBU adotou, a partir de 01 de julho de 2013, o sistema unificado para a prestação do serviço de catalogação na publicação (elaboração de ficha catalográfica) para dissertações e teses produzidas na Unicamp.

As solicitações de elaboração devem ser realizadas exclusivamente por meio do formulário eletrônico.

ACESSE O FORMULÁRIO

Coordenadoria

A Coordenadoria do SBU é responsável pela implementação das políticas de desenvolvimento e pela coordenação das atividades de interesse do conjunto das Bibliotecas da Universidade.

Mais informações em Deliberação CONSU-A-15, de 06/08/2013.

Telefone: (19) 3521-6505
E-mail para contato: rb.pm1511407672acinu1511407672@ubsd1511407672rooc1511407672

Regiane Alcântara Bracchi
Coordenadora

Valéria dos Santos Gouveia Martins
Coordenadora Associada

Rafaela Rodrigues Gonçalves
Secretária