Assistimos ao surgimento dos computadores pessoais, das redes mundiais de transmissão por pacotes, do disco óptico e outros meios de armazenamento em massa, da tecnologia de vídeo interativo, das técnicas de tratamento de imagens, das técnicas de digitalização com uso de scanners, das tecnologias de computação gráfica e assistimos também ao crescimento de grandes bases de dados, públicas e privadas: bases de dados em princípio bibliográficas referenciais e, finalmente a explosão exponencial das bases em texto completo.

A tendência mundial das Bibliotecas é dispor seus acervos de forma eletrônica/digital, visando a conservação e/ou disponibilização de seus conteúdos, ficando claro que bibliotecas do mundo inteiro serão capazes de compartilhar recursos informacionais de maneira nunca antes possível. O conceito de Biblioteca Global Digital, tem sido invocado já por algum tempo e já é possível que se concretize. Todos pretendem estar ligados através das tecnologias de informação/comunicação, numa tentativa de eliminar tempo, distância e espaço físico, com o objetivo de otimizar a pesquisa e o desenvolvimento científico e tecnológico das nações.

A Universidade em sua missão de Ensino, Pesquisa e Extensão, vem procurando suprir sua comunidade interna e externa de instrumentos capazes de criar e disseminar o conhecimento na ciência, contribuindo para o desenvolvimento social, científico e econômico do país.

Através de uma parceria entre o Centro de Computação da Unicamp com o Instituto Vale do Futuro, coordenam uma equipe de desenvolvimento de aplicativos para a criação de componentes para aprendizado a distância, através do desenvolvimento de produtos utilizando-se de softwares livres.

O primeiro componente desenvolvido foi o sistema "Rau-Tu" de perguntas e respostas. O objetivo principal deste sistema é criar um fórum onde colaboradores voluntários possam responder perguntas dos visitantes.

Após a consolidação do software "Rau-Tu", a parceria do Centro de Computação e Instituto Vale do Futuro, voltou-se para o desenvolvimento do software "Nou-Rau", com objetivo de implementar um sistema on-line para armazenamento e recuperação de documentos digitais, provendo acesso controlado e mecanismos eficientes de busca.

Paralelo ao trabalho de desenvolvimento de software "Nou-Rau", o Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, iniciou no primeiro semestre de 2001, através do interesse demonstrado pela comunidade, e pelas 19 Bibliotecas do Sistema, a vislumbrar a possibilidade de disponibilizar em formato digital a produção científica de Dissertações e Teses da Universidade, objetivando a estruturação da Biblioteca Digital de Teses da UNICAMP.

Após várias iniciativas isoladas, foi apresentado à reitoria em agosto de 2001 a proposta de criação da Biblioteca Digital de Teses da UNICAMP, a ela estendeu-se a possibilidade de não fixar-se somente em dissertações e teses, oferecer a comunidade científica da Universidade a alternativa de disponibilizar a sua produção na Internet através da Biblioteca Digital da UNICAMP.

A Biblioteca Digital da UNICAMP, foi oficialmente instituída em 08/11/2001, através da portaria nº GR-85, que trata da estruturação da Biblioteca Digital da UNICAMP, "através da produção Científica/Acadêmica da Unicamp em formato eletrônico de: artigos, fotografias, ilustrações, obras de arte, revistas, registros sonoros, teses, vídeos e outros documentos de interesse ao desenvolvimento científico, tecnológico e sócio cultural".

Com as iniciativas, o software Nou-Rau e a Biblioteca Digital, passou-se a realizar um trabalho integrado na adaptação do software às melhorias necessárias visando a integração de formatos de recuperação de informações usuais em bibliotecas, sem perder a característica principal do software.

O trabalho consolida-se na disponibilização da Biblioteca Digital da UNICAMP à comunidade interna e externa, nacional e internacional, provendo mais um mecanismo de difusão da informação.